Durante algum tempo acreditei que fosse possível criar uma definição de futebol de formação. Mas rapidamente, esta ideia desvaneceu.
Quando me falavam de futebol de formação e nos pressupostos que o sustentavam ficava deveras (agradavelmente) surpreendida com tais pressupostos.
As crianças, sim, as crianças não têm direito:
- a ficarem nervosas antes de irem para os treinos.
- a terem medo de falar com os técnicos.
- a ficarem psicossomaticamente doentes.
- a ganhar os jogos todos.
- a serem mini adultos.
- a cumprirem objetivos dos adultos.
Afinal, quando se diz que os pais são responsáveis por toda a pressão exercida nos atletas, esta ideia não é errada, mas não totalmente verdadeira.
Quem já se questionou sobre a pressão que os técnicos exercem sobre as crianças, sim, sublinho as crianças... putos com 5, 6, 7, 8, 9 ... anos.
- Não deviam estas crianças divertirem-se enquanto treinam, enquanto jogam?
- Não deviam estas crianças serem capazes de se deitarem na relva a rir à gargalhada?
Pois, se calhar deviam... mas não é o que acontece em muitos casos.
Na contratação de técnicos para estes escalões, que critérios são tidos em conta?
- Como é possível um técnico retirar a vontade, o gosto, o prazer pelo futebol? e fomentar o medo e a pressão???
Por favor, não me falem mais em futebol de formação!!! São nestas e noutras situações que o psicólogo do desporto faz muita falta!

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